Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)

Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)


Nada te pertube, nada de espante. Tudo passa. Deus não muda. A paciência tudo alçança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!
Santa Tereza de Ávila

sábado, 17 de janeiro de 2015

SINFONIA DA FLORESTA - FESTA NA MATA VIRGEM

Você sabe porque os pássaros cantam ao amanhecer e no entardecer? Não. Então leia.

 Certo na floresta os bichos estavam assanhados e inquietos. Sabe por quê?
 Porque ia haver uma grande festa na mata virgem, um desafio para consagrar o rei dos pássaros cantores que teria a glória de saudar a aurora e anoitecer.
 Os elefantes arrancavam árvores grandes e pequenas, abrindo uma clareira no coração das selvas, que seria o palco das apresentações.
Os macaquinhos então varreram, com suas caldas macias, aquele lugar, subiram às mais altas árvores e apanharam centenas de orquídeas lilases, brancas e róseas; parasitas roxas, amarelas e encarnadas, as mais exóticas e belas!
Trouxeram-nas com muito cuidado, pendurando-as nas árvores e enfeitando os arbustos que circundavam a clareira. Preparado o local, saíram os elefantes com enormes tabuletas penduradas nas trombas; nelas estava escrito: "Grande Concurso Musical na Floresta! Venham todos assisti-lo a 21 de setembro". Atrás dos elefantes vinham vários macaquinhos pulando e carregando cartazes com o endereço da clareira. Os rouxinóis, canários, sabiás, pássaro-pretos, juritis, arapongas, bem-te-vis, pintassilgos, tico-ticos, siriemas, azulões e muitos outros pássaros cantores estavam algo nervosos com o certame.
Pintassilgo
Juriti
Azulão

Araponga
Rouxinol
Siriema
Quem, dentre todos, desprendendo sua voz de ouro seria proclamado rei-cantor saudando a alvorada e o crepúsculo? Até um papagaio velho que sabia de cor e salteado o "Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida", havia ensaiado dezenas e dezenas de vezes esse verso a ver se levantaria o prêmio...

Interessante que a festa seria ao anoitecer. Foram escalados miríades de pirilampos para iluminar o palco com suas lanterninhas faiscantes.
E como ficou poético o recinto, claro como o dia, tendo por teto o céu escuro cravejado de cintilantes estrelinhas e adornado com a lua prateada lá no espaço! Começou a festa, o desafio. À mesa julgadora se sentaram os juízes: um idoso elefante, um orgulhoso pavão, uma macaca muito distinta, um senhor pica-pau bastante inteligente e uma saracura muito profunda em matéria de música. Os animais ferozes como tigres, leões, leopardos e onças não foram convidados para não assustar as avezinhas cantoras; nem tampouco o bicho-preguiça porque levaria mais de um mês para ali chegar... O orador que apresentava cada número era um papagaio novo que mais parecia  um advogado, tão calorosa e entusiasta era sua palavra! 
Muito elegante começou: - Meus amigos, prezados artistas, boa noite! Aqui estamos, nesta festiva data da abertura da primavera para escolher o rei-cantor das selvas! Todos os nossos artistas estão bem preparados! Ouçamos como primeiro número, um fado muito sentimental, canta pelo mestre Sabiá, que o dedica à memória de sua mãe. O cantor pousou graciosamente no galho florido de uma quaresmeira e desprendeu da garganta lindo e sonoroso canto! Relatava, nesse fado, a triste história de sua mãe que morrera de saudades da mata, presa numa gaiola.
Quando terminou, a passarada bateu palmas, isto é, bateu com calor suas asinhas, aprovando-o. -Agora, senhores, atenção! pediu o locutor. Ouviremos uma alegre canção pelo pássaro tagarela e sapequinha de nossa floresta... mestre Bem-te-vi. Espevitado e feliz ele cantou em versos tudo que via pelo mundo: o moleque com estilingue em riste, o gato da comadre que o olhava com ternura, querendo papá-lo, o garoto malvado que lhe armara uma vez o alçapão, tudo dedicado a sua graciosa noiva. As palmas estrugiram!
Vieram então os irmãos cantores, os célebres canários. Que maravilhosa harmonia saía de suas gargantas privilegiadas! Enquanto o segundo fazia o contralto, o primeiro entoava a melodia de soprano, um verdadeiro dueto de flauta mágica...
Retumbaram os aplausos! Esse dueto foi dedicado aos dignos membros da mesa julgadora.
-Silêncio, silêncio amigos! Teremos como últimos números da primeira parte deste concurso, o solo: "Parabéns a você" pelo mestre Papagaio e a canção dos Rouxinóis. Quando o velho papagaio cantou "Parabéns a você", a turma explodiu em risadas a custo abafadas: - Coitadinho, sua voz semelhava a uma taquara rachada! A canção dos Rouxinóis, delicada e suave, fôra dedicada às jovens esposas. Que melodia sem par! Intervalo! Intervalo! E dois elefantes apareceram com tabuletas onde se lia intervalo!
-Eu acho que os canários vão ganhar, cochichava D. Saracura ao ouvido de uma prima; por mim acho que o sabiá tem mais alma, comentava o elefante, bem, vejamos até o final, para depois julgarmos... Nesse momento aparecem duzentos beija-flores apresentando nos longos bicos pedaços dourados de favos de mel, ofertados como presente de festa, pelas abelhas.
E o saboroso doce natural foi distribuído a todos os assistentes. Duzentas macaquinhas donairosas, com flores vermelhas na cabeça e aventaizinhos verdes de folhas de bananeira serviam jabuticabas, maracujás, coquinhos maduros, a fartar. Tudo era riso, conversa, alegria! De repente, surgiram os elefantes com suas tabuletas: Silêncio, silêncio! Toda a bicharada fechou a boca e ficou atenta. 
-Amigos, tornou o orador, prossigamos com nosso concurso sem mais tardar. Continuemos, pois! - O Canto das Siriemas, dedicado à memória de uma irmão. Elas apareceram. Muito Simpáticas e despretenciosas cantaram, em versos, a infeliz odisséia do irmãozinho apedrejado pelo estilingue de um moleque muito mau! 
Foram muito aplaudidas. Como penúltimo número, senhores, Trio Primaveril, dedicando à mais bela das estações do ano. Que trio encantador o das juritis.
-Bem, amigos, chegamos ao término do programa; ouviremos com prazer um coro ensaiado pelo consumado artista mestre Sabiá - Chama-se "Coro das Selvas". Atenção senhores, este número foi reservado como chave de ouro para encerrar o debate musical. 
Ele é dignamente dedicado ao maior Artista do Universo, ao Músico dos músicos, Cantor dos cantores... Adivinhem quem é o Homenageado!... Um murmúrio de curiosidade perpassou pelo auditório: - quem será esse Artista, quem será esse soberano Cantor e Músico? - Senhores, continuou o locutor, vejo que o interesse de todos é imensurável! Pois saibam que esse soberano Artista, Cantor dos cantores e Músico dos músicos não é outro senão o nosso Deus, o nosso Criador!
A Ele que criou a alvorada e o crepúsculo, que nos pôs na garganta sons maviosos, trinados, gorjeios, enfim a música divina, a Ele glória e gratidão dos pássaros cantores! Portanto, o "Coro das Selvas" vai homenageá-Lo, vai cantar um hino ao seu Criador denominado: "Sinfonia da Floresta". Um entusiástico bater de asas abafou as últimas palavras do orador. Vinha surgindo mansamente a madrugada... Os primeiros clarões e rubores da aurora invadiam os céus...
Então se apresentaram na clareira, canários, gaturamos, pintassilgos, coleirinhas, azulões, bem-te-vis, sabiás, rouxinóis, pássaros-pretos, arapongas, cardiais, juritis, tico-ticos e uma infinidade de outros passarinhos mais...
Coleirinha
Gaturamo
Cardeal
Tico-tico


Pássaro-preto

Com gracioso baixar de cabecinhas coloridas dos mais variados matizes cumprimentaram a seleta assistência. Depois surgiu o regente, o velho Sabiá-cantor trazendo, sob a asinha, sua pequenina batuta, uma flexível varinha de bambu. Ergueu-a, imponente, e a Sinfonia começou. Que beleza, Santo Deus! Que espetáculo grandioso, que deslumbramento! Todos os pássaros, sem exceção, louvaram o Criador, saudando os primeiros raios do Sol! Enquanto os sabiás entoavam a melodia, os canários davam trinados, os rouxinóis desprendiam gorjeios; as arapongas e saracuras faziam o baixo, entravam depois os bem-te-vis e gaturamos, respondiam em pipilos, os azulões e juritis numa orquestra tão bela, tão sublime, impossível de se descrever! Os aplausos, no final, eram ensurdecedores: os gritos de Vencedor, Vencedor, ecoaram pela mata a dentro... Depois mestre Pavão, escondendo os pés por sabê-lo muito feios, e abrindo a formosa plumagem por sabê-la inigualável, falou:- Atenção, senhores, Atenção!
Educados, os bichinhos era todo-ouvidos. - Senhores, a mesa julgadora, por unanimidade de votos, decidiu o seguinte: - Fica decretado nesta noite que, enquanto houver madrugada e pôr do Sol o "Coro das Selvas" louve a Deus, anunciando à humanidade toda, o nascer e o morrer do dia. - Apoiado! Apoiado! E o velho regente, mestre Sabiá, terminou: - E é por isso que as aves, sem exceção, cada manhã e cada escurecer, entoam a "Sinfonia da Floresta", em honra ao Seu Criador!
Uma  bela lição para todos nós seres humanos. Seria uma demasiada cortesia cada manhã, ao abrir os olhos a criatura humana saudar, agradecida, seu Criador e descerrando as janelas  sussurrar amavelmente: "bom dia, meu Deus, meu Pai Celestial. Muito obrigada pela noite serena de sono que me concedestes, pelo ar que respiro, pelo azul incomparável que contemplo! Da mesma forma ao entardecer serem gratos, enviando palavras de agradecimento a Deus pelo dia que termina.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

UMA REFLEXÃO PARA CADA DIA - DIA 15

SE ALGUÉM QUER ME SEGUIR, TOME SUA CRUZ
(MC 8)

O seguimento de Jesus exige renúncia e doação. A cruz faz parte da vida. A cruz são os desafios que a vida apresenta. Os desafios quando enfrentados nos fazem crescer. Jesus transformou o desafio da cruz em ressurreição e vitória.

REPITA MUITAS VEZES:
  • Deus me ama e me protege.
  • Sinto-me seguro, mesmo no sofrimento.
  • Eu enfrento os desafios com segurança.
  • "Ensina-me, Senhor, o teu caminho". (Sl 27,11)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

FOLIA DE REIS - RIO BANANAL/ES

Neste domingo dia 07 de janeiro de 2018, o Grupo Folias de Reis de Rio Bananal/ES, fez sua apresentação na Igreja Católica - Comunidade de Santo Antônio,  dia que se celebra a Epifania do Senhor. Padre Anderson Monteiro Rezende - Orionita - fez as honras da Casa e recebeu a Bandeira. Quero lembrar aqui, o quão é importante mantermos vivas as tradições. No caso da Folia de Reis, o convite para que compareçam em nossas casas para a apresentação é a forma de manter a tradição. A visita da Folia de Reis em casa é um belo momento que a família pode presenciar. Faça o convite ao grupo. Leve a Folia de Reis até sua casa.





























A Folia de Reis, é uma Festa Católica e tem origem Portuguesa ligada à comemoração do Natal desde o século XIX. A tradição diz que, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo e levaram presentes. A data fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante que o próprio Natal.

Rio Bananal no Espírito Santo mantém a tradição da Folia de Reis. O grupo atual se apresenta a mais ou menos 13 anos. O grupo tem Estatuto a oito anos. O Coordenador é o Senhor Antônio Moreira. Todos os anos a partir do meado de novembro até 20 de janeiro, homens e mulheres se reúnem para as apresentações.
Os instrumentos utilizados pelo grupo de Rio Bananal são: viola caipira, violão, cavaquinho, acordeon ou sanfona, flauta, pandeiro redondo e pandeiro estrela, chocalho, tambor. O grupo é liderado pelo Capitão da Folia que seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira muito enfeitada com fitas e flores e imagens do Maria, José e o menino Jesus. carrega o símbolo da folia. Diz a tradição que todos os enfeites da bandeira devem ser pregados com alfinetes ou costurados, nunca amarrados, para segundo a crença não "amarrar" os foliões ou atrapalhar a caminhada.
Ao chegar na casa (que deve estar fechada e as escuras) os participantes param com a bandeira próximo a porta e cantam para que o dono da casa abra a porta.
MEU SENHOR DONO DA CASA/
ABRE A PORTA E ACENDE A LUZ/ 
QUE NA SUA PORTA ESTÁ A SEMELHANÇA DE JESUS.
A BANDEIRA IA PASSANDO/
NA SUA CASA PAROU/
CANTANDO NO SEU TERREIRO/
A SUA FAMÍLIA ABENÇOOU.
Aberta a porta a Bandeira entra seguida pelos componentes que entoam versos rimados. 
VEM APANHAR NOSSA BANDEIRA/
LEVA ELA PRA DENTRO /
SE A BANDEIRA FOI ACEITA/
NA SOMBRA DELA EU ENTRO.
A Bandeira é entregue ao dono da casa e fica hasteada até o término. Enquanto vão cantando os moradores e convidados escondem notas de dinheiro em pontos da casa e um membro do grupo passa para o versador que faz o verso dizendo onde está o dinheiro. O dinheiro arrecadado é utilizado nas despesas do grupo. Após a apresentação o dono da casa serve a todos (almoço, lanche, jantar, depende do horário).
O Senhor Francisco de Assis Ferreira (Chiquinho) é quem puxa os versos e todos os membros repetem. A formação atual conta com os seguintes participantes:
Clediomar Nali: Bandeireiro;
Altamiro Mauricio: Cavaquinho;
Francisco de Assis Ferreira (Chiquinho): Violão;
Alfredo Medeiro de Lima: Violão;
Dines Fabio Ardison: Viola;
Paulo Tadeu Dalapicolla: Sanfona ou acordeon;
Miguel Moreira: Flauta;
Adilson Luiz Rosa: Pandeiro;
Antônio Payer: Pandeiro;
Antônio Moreira: Triângulo;
José Luiz Bravo: Tambor;
João Fernandez: Chocalho;
Paulina Aparecida de Atalaia: Chocalho;
Jacira Dias de Jesus Endriger: Pandeiro Estrela;
Lourdes dos Reis Moreira: Canto;
Luiz Elder Casagrande: Canto
Parabéns a todos que se empenham para manter viva esta tradição. O empenho deve ser dobrado já que o grupo não recebe muito apoio. Falo das condições financeiras. O grupo precisa de muito mais para sobreviver. Quem sabe aparece alguém para patrocinar.
É muito emocionante receber a Folia de Reis em casa. Todos deveriam passar por esta experiência. Nosso Município deve valorizar muito este grupo, convidando para apresentar, ajudando patrocinar. Fica a Dica.















Principais personagens da Folia de Reis:

- Três reis magos: representam os reis magos que visitaram Jesus e o presentearam com incenso, ouro e mirra.

- Mestre palhaço: responsável pela animação da festa, através de danças, pulos e brincadeiras.

- Coro: canta as músicas, louvores e entoações de cânticos religiosos.

- Mestre (também conhecido como embaixador): responsável pela organização da festa.

- Bandeireiro: espécie de porta bandeiras da festa. A bandeira geralmente é feita com tecido brilhante e tem a imagem dos três reis magos estampas.

- Festeiro: é em sua casa que geralmente ocorre a cerimônia da  “tirada da bandeira”.

- Banda musical: músicos uniformizados tocando violão, sanfona, zabumba, pandeiro, surdo, caixa, triângulo e flauta.

A missão da Folia de Reis é fazer uma jornada de 07 dias, geralmente para cumprir algum voto feito aos santos Reis. Os cantos de folia referem -se, em geral, ao nascimento de Cristo. Os Músicos tocam vários instrumentos. Os mais comuns são: viola, cavaquinho, sanfona, caixa de guerra, triângulo, pandeiro e bumbo.





sábado, 3 de janeiro de 2015

HALO LUNAR


O nome desse anel luminoso é halo lunar: um fenômeno óptico que acontece quando a luz da Lua passa por minúsculos cristais de gelo suspensos na atmosfera. O resultado é um anel de luz com área até 44 vezes maior que a do satélite terrestre em dias de lua cheia. O fenômeno se dá na troposfera, a cerca de 17 quilômetros de altitude, graças aos cristais de gelo que formam as nuvens do tipo cirrus. Quando a luz lunar passa por essa camada de nuvens, rola uma refração, ou seja, ela pode mudar de direção. É isso que forma o halo no céu - algo similar acontece quando mergulhamos um canudo num copo e a imagem acima e abaixo do líquido ficam desencontradas. Já o formato circular do halo é fruto da estrutura hexagonal dos cristais. O arco-íris é outro exemplo de espetáculo visual causado pela interação entre a luz que entra no planeta e elementos da atmosfera - a diferença, nesse caso, é que a fonte de luz é o Sol e o meio de refração são gotículas suspensas. Embora não seja tão colorido, o halo lunar costuma ser usado na meteorologia popular: há quem garanta que um anel em volta da Lua é sinal de chuva.