Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)

Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)


Nada te pertube, nada de espante. Tudo passa. Deus não muda. A paciência tudo alçança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!
Santa Tereza de Ávila

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FRASE HELEN KELLER







Quando a porta da felicidade se fecha, outra se abre, mas normalmente olhamos tão intensamente para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós.” 
____________________________________________________________―Helen Keller

PRECE




Deus vem a nosso encontro, nos acolhe em sua misericórdia e espera que correspondamos a seu amor. Com confiança e humildade vamos suplicar que ele socorra sem demora:
  • Todos os que sofrem;
  • Todos os oprimidos e excluídos;
  • Todos que geram injustiças;
  • Todos que não vivem sua fé;
  • Todos que se opõem à verdade.
Deus, Pai de bondade, colocamos nossa esperança em vós e em vosso Filho Jesus Cristo, que está para chegar. Ele que vive e reina convosco para sempre.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Oração da Noite


Senhor, eu te dou graças porque estás presente em mim, nas pessoas que amo, na Igreja e no mundo inteiro. Agradeço-te por tudo o que aconteceu neste dia e por todo o bem que se realizou no mundo. Peço-te perdão porque não fui capaz de amar todas as pessoas como tu amas, nem me coloquei a serviço dos outros, especialmente dos mais pobres, sem esperar nenhuma recompensa. Perdoa também, Senhor, todos aqueles que hoje só viveram para si mesmos e te desprezaram na pessoa dos doentes, dos velhos, das crianças indefesas, daqueles que não têm proteção alguma. Faze, Senhor, que estes que sofrem tantas injustiças encontrem alguém que se interesse por eles, que os defenda e os ajude a viver como irmãos. Que o teu mandamento do amor seja vivido pro todos e que acabem a exploração, as injustiças, as guerras e toda a ganância que divide e escraviza tanto as pessoas.
Abençoa o meu repouso, Senhor, e que amanhã eu acorde para uma vida nova, sendo um instrumento do teu amor. Amém.
(Anadria Tokezu)

IMACULADA CONCEIÇÃO

MARIA A IMACULADA CONCEIÇÃO
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. (Lc 1, 28-30)


Nesta saudação do anjo, que chama Maria de “cheia de graça” encontra se a indentidade de Maria, ela é filha de seu Filho. A saudação do anjo não foi Maria... mas cheia de graça. Ela pelos méritos de Cristo e para a aceitação livre de fé ao anúncio do anjo de sua vocação era preciso estar totalmente sob moção da graça de Deus.
Maria não é para Deus simplesmente uma função, mas antes de tudo uma pessoa, e é como pessoa que é tão cara a Deus desde toda a eternidade. (Raniero Catalamessa)
É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:
Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição. (DS 670)
Maria foi redimida de uma forma mais sublime por seu Filho, ela é cheia de graça antes mesmo da Encarnação. A santidade de Maria tem também uma característica que a coloca acima de qualquer pessoa do Antigo e Novo Testamento. É uma graça incontaminada. A Igreja Latina a chama de “Imaculada” e a Igreja Oriental  de “Toda Santa” (Panaghia).
Como diz Santo Ireneu, "obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o género humano". Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que "o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé"; e, por comparação com Eva, chamam Maria a "Mãe dos vivos" e afirmam muitas vezes: "a morte veio por Eva, a vida veio por Maria”.
Nas aparições de Nossa Senhora em Lourdes à Santa Bernadete no ano de 1858, apenas quatro anos após o dogma de 1854, quando indagada pela menina de qual era seu nome, ela respondeu: - Eu sou a Imaculada Conceição!
Ó Maria, lírio imaculado de pureza, eu me congratulo convosco, porque desde o primeiro instante da VossaConceição fostes cheia de graça e, além disso, vos foi conferido o perfeito uso da razão. Dou 
graças e adoro aSantíssima Trindade que Vos concedeu tão sublimes dons; e me confundo totalmente na Vossa presença aover-me tão pobre de graças; Vós que de graças celestes fostes tão copiosamente enriquecida reparti com 
minha alma e fazei-me participante dos tesouros que começastes a possuir em Vossa Imaculada Conceição.

Virgem Puríssima, concebida sem pecado e desde aquele primeiro instante toda bela e sem mancha. 
GloriosaMaria, cheia de graça, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos e dos homens. Saúdo-vos humildemente como Mãe domeu Salvador que, com aquela estima, respeito e submissão com que vos tratava, ensinou-me quais sejam ashonras e a veneração que devo prestar-vos. Dignai-vos, eu vo-lo rogo:
(Faça o seu pedido)
Vós sois o seguro asilo dos pecadores penitentes e assim tenho razão para recorrer a Vós. Sois Mãe   de misericórdia e por este título não podeis deixar de enternecer-Vos à vista das minhas misérias. Sois, depois deJesus Cristo, toda a minha esperança, e por esta razão não podeis deixar de reconhecer a terna confiança quetenho em Vós. Fazei-me digno de  
chamar-me Vosso filho para que possa confiadamente dizer-Vos: mostraique sois minha Mãe!
Amém.




domingo, 7 de dezembro de 2014

DEUS É GRAÇA

"Deus é graça, somente graça, nada mais do que graça. Tudo o que Ele faz é graça. Tudo o que Ele diz é graça. Cada gesto seu é ainda e somente graça. Quando olha uma criatura, Ele o faz com graça. Quando toca alguém, Ele o toca com graça. Quando um homem morre, Ele lhe fecha os olhos com graça. E quando esta pessoa o encontra, ela vai experimentar a alegria de ver a fonte de todas as graças". (Neylor J. Tonin)
Local:Summerbridge, Harrogate, North Yorkshire, Inglaterra
Coordinates54°4′49″N 1°41′3″W
Area160 hectares (400 acres)
OperatorNational Trust
DesignationArea of Outstanding Natural Beauty
Altura: 30 m

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É PROIBIDO FUMAR...

A Lei Antifumo, que proíbe fumar em locais fechados — públicos ou privados — e acaba com os tradicionais fumódromos, entra em vigor nesta quarta-feira (3) em todo o Brasil. Os estabelecimentos comerciais que desrespeitarem a norma podem ser multados e até perder a licença de funcionamento.
Com a vigência da lei 12.546, aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, fica proibido fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo.

Para especialistas, a medida é um avanço no combate ao hábito de fumar. Pouco mais de 11% da população brasileira é fumante.
Imagem de câncer de pulmão: 90% dos casos da doença têm relação com o tabagismo
Onde pode fumar?
Será permitido fumar em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, em áreas abertas de estádios de futebol, em vias públicas e em tabacarias, que devem ser voltadas especificamente para esse fim. Entre as exceções também estão cultos religiosos, onde os fiéis poderão fumar, caso isso faça parte do ritual.
Nas Américas, segundo a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), 16 países já estabeleceram  ambientes livres de fumo em todos os locais públicos fechados e de trabalho: Argentina, Barbados, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) mostram que cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos, estão relacionados ao tabagismo. A instituição estima que em 2012 foram diagnosticados mais de 27 mil novos casos da doença, considerada “altamente letal”.
Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, o hábito de fumar está ligado não só a cânceres no aparelho respiratório, mas também a outros como de bexiga e intestino e pode causar outras doenças, como hipertensão e doenças reumáticas.
— A gente sempre associa o hábito de fumar ao câncer, mas não é só o câncer, são quase 50 doenças que ele pode causar, direta ou indiretamente.
Scaff lembrou que os males podem atingir a pessoa que fuma e a que está ao lado, o fumante passivo.
O epidemiologista conta que, enquanto no fim da década de 80, uma pesquisa apontou que cerca de 35% da população adulta era fumante, esse número hoje gira em torno de 11%. Para ele, essa redução também se deve à legislação, que impede que as pessoas fumem em qualquer lugar, e às limitações de propaganda.
— A entrada em vigor da Lei Antifumo vai limitar o lugar onde a pessoa pode fumar, isso já não permite que ela fume a todo momento. Só para lembrar, um tempo atrás, você podia fumar em avião, no ambiente de trabalho, dentro do cinema, em qualquer lugar podia puxar o cigarro.
O especialista alerta que as pessoas precisam entender que o hábito de fumar é um vício, uma doença que precisa de tratamento. Ele ressalta que a rede pública disponibiliza em todo o Brasil medicamentos e insumos necessários para quem quer parar de fumar. (fonte R7)
                                                                  FUMANTE PASSIVO

O tabagismo passivo corresponde à exposição de pessoas não fumantes ao ar contaminado pela fumaça do cigarro. O cigarro em combustão libera mais de 4.000 substâncias químicas, capazes de irritar os olhos e as vias respiratórias. A fumaça do cigarro também contém mais de 50 agentes capazes de provocar câncer em animais e no ser humano.
Não existe nenhum nível seguro de exposição ao tabagismo passivo. Mesmo pequenas exposições podem trazer riscos à saúde, aumentando a ocorrência de doenças e a mortalidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a fumaça do cigarro presente no ar ambiente também é considerada um agente cancerígeno.
Os principais locais de exposição ao tabagismo passivo são a residência e o ambiente de trabalho. A intensidade da exposição depende do número de cigarros fumados, do tamanho do local, da circulação do ar no ambiente e da duração do tempo de exposição.
Nas restaurantes, bares e casas noturnas o índice de exposição à fumaça do cigarro também é elevado. Nos espaços reservados para fumantes, mesmo havendo ventilação adequada, a concentração de agentes tóxicos no ar é muito elevada.
Perigos do tabagismo passivo
Vários estudos recentes confirmaram a existência de riscos para a saúde associados ao tabagismo passivo. Foi demonstrado que o tabagismo passivo pode causar as mesmas doenças provocadas pelo tabagismo ativo, incluindo câncer de pulmão, outras doenças respiratórias e cardiovasculares.
A cotinina é uma substância que pode ser dosada no sangue e indica a intensidade de exposição ao tabagismo. Foi demonstrado que as pessoas expostas ao tabagismo passivo têm níveis elevados de cotinina no sangue. Nas crianças, os níveis de cotinina no sangue são maiores quando os pais fumam. Quando a exposição é intensa e/ou prolongada, como no ambiente doméstico e no trabalho, os níveis de cotinina podem ser muito elevados, a ponto de aumentar o risco de câncer de pulmão.
Os não fumantes costumar sentir incomodados quando expostos ao tabagismo passivo. Estas pessoas podem apresentar irritação nos olhos, dor de cabeça, dor na garganta, enjôo e dificuldade respiratória. Mesmo a exposição de curta duração pode ser prejudicial.
O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Os recém-nascidos e as crianças pequenas também são muito prejudicados. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido. O risco para a criança é maior quando a mãe ou o pai são fumantes. O crescimento das crianças também pode ser prejudicado.
Nos adultos, o tabagismo passivo pode provocar doenças crônicas e aumentar a mortalidade. O tabagismo passivo no ambiente de trabalho aumenta o risco de câncer de pulmão em 12 a 19%. Este risco aumenta com o número de anos e a intensidade da exposição. A presença de um fumante no ambiente doméstico aumenta o risco de câncer de pulmão em 20 a 30% para os não fumantes. Quando a exposição é interrompida, ocorre diminuição gradual ao longo do tempo.
A exposição prolongada ao tabagismo passivo piora a função pulmonar. O tabagismo passivo também está associado a outras doenças respiratórias, sendo um importante causador de agravamento para pessoas com asma, alergias e doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema pulmonar). O tabagismo passivo também diminui a capacidade para o exercício.
A convivência com um fumante aumenta o risco de doenças cardíacas coronarianas em 25% a 30%. O tabagismo passivo aumenta o risco de aterosclerose e diminui o colesterol bom, mesmo nas pessoas jovens. Estas alterações aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Existem cada vez mais indícios de relação entre o tabagismo passivo e o derrame cerebral. Mesmo exposições pequenas podem ter consequências sobre a coagulação do sangue, favorecendo a ocorrência de trombose. As pessoas com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, diante da exposição à fumaça do cigarro. O risco de infarto do miocárdio também aumenta.
Estudos recentes indicam que a exposição ao tabagismo passivo aumenta o risco de perda da visão, por degeneração da retina. O tabagismo passivo também aumenta o risco de morte. O ar contaminado pela fumaça de cigarro, em casa ou no trabalho, é a terceira principal causa de morte prematura evitável, perdendo apenas para o consumo voluntário de cigarro e o alcoolismo.
Prevenção
A prevenção da exposição passiva à fumaça do cigarro é um passo muito importante para evitar doenças pulmonares, cardiovasculares e mortalidade. Várias medidas podem ser tomadas no ambiente doméstico, no trabalho e no lazer para diminuir estes riscos.
Os fumantes devem ser conscientizados sobre os prejuízos que causam à saúde das outras pessoas. O uso de cigarro no ambiente doméstico deve ser evitado. Mesmo conhecendo os riscos, se os pais optarem por continuar fumando, o melhor é não fumar dentro de casa, nem na proximidade das crianças.
Nos ambientes de trabalho em que foi proibido o uso de cigarros, foi observada uma redução significativa nos níveis de nicotina no ar. As empresas devem incentivar os hábitos de vida saudáveis pelos funcionários e criar medidas de apoio ao fim do tabagismo.
Os ambientes de lazer também são locais de grande exposição à fumaça do cigarro. É importantes que os bares, restaurantes e casas noturnas criem estratégias para diminuir a exposição ao tabagismo passivo.
Conclusão
Já é bem conhecido que o hábito de fumar traz muitos malefícios à saúde das pessoas. É importante salientar que as doenças produzidas pelo tabagismo também podem acometer pessoas que nunca fumaram, mas tiveram exposição ao tabagismo passivo. Estes efeitos são especialmente graves nas gestantes, nas crianças e nas pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares.
Então, fique atento: se você é tabagista, lembre-se de que você pode ser responsável pelo adoecimento das pessoas do seu convívio, em casa, no trabalho e no lazer. Se você não fuma, evite ambientes contaminados pela fumaça do cigarro. (fonte: boasaúde)


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

COPAIBA

A COPAÍBA

As copaibeiras são árvores comuns à América Latina e África Ocidental (Francisco, 2005), sendo encontradas, no Brasil, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Amazônica. Tais plantas chegam a viver cerca de 400 anos, atingem altura entre 25 e 40 metros (Araújo Júnior et al., 2005), diâmetro entre 0,4 e 4 metros, possuem casca aromática, folhagem densa, flores pequenas e frutos secos, do tipo vagem. As sementes são pretas e ovóides com um arilo amarelo rico em lipídeos (Alencar, 1982; Van Den Berg, 1982; Lorenzi, 1992; Xena & Berry, 1998).
Da árvore da copaíba é extraído um óleo-resina, de cor que varia de amarelo ouro a marrom (Lloyd, 1898), dependendo da espécie. Esse óleo-resina tem sido utilizado desde a época da chegada dos portugueses ao Brasil na medicina tradicional popular e silvícola para diversas finalidades, e hoje se encontra como um dos mais importantes produtos naturais amazônicos comercializados, sendo também exportado para Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra (Veiga Junior & Pinto, 2002).
Há também grande interesse na madeira de algumas espécies de copaíba, pela sua superfície lisa, lustrosa, durável, de alta resistência ao ataque de xilófagos e baixa permeabilidade, que são características desejáveis para o uso na fabricação de peças torneadas e para a marcenaria em geral (Carvalho, 1942). A árvore também tem sido utilizada para a fabricação de carvão (Loureiro, 1979) e pelas indústrias de construção civil e naval (Carvalho, 1994; Veiga Junior & Pinto, 2002).
No Brasil, as árvores são conhecidas como copaíba, copaibeira, pau-de-óleo, copaúva, copai (Cascon, 2004), copaibarana (Rodrigues, 1989), copaibo, copal, marimari e bálsamo dos jesuítas, e o óleo é chamado de óleo de copaíba ou bálsamo. Nos demais países da América Latina, denomina-se a árvore como "palo-de-bálsamo", "aceite", "cabima", entre outros. A denominação do óleo-resina em inglês é "copaíba balsam" e do óleo volátil, "copaíba oil". Em francês a árvore é denominada "copayer", a óleo-resina, "baume de copayer" e o volátil, "huile de copayer" (Cascon, 2004).
Essa planta se apresenta na classificação botânica, pertencente à família Leguminosae, sub-família Caesalpinoideae, gênero Copaifera, (Lloyd, 1898; Brito et al., 2000; Maciel et al., 2002; Cascon, 2004; Veiga Junior et al., 2005; Oliveira et al., 2006) e, segundo o Index Kewensis (1996), possui 72 espécies descritas, sendo 16 delas encontradas exclusivamente no Brasil (Veiga Junior & Pinto, 2002).
Entre as espécies mais abundantes no Brasil e América do Sul estão a Copaifera officinalis L. (Norte do Amazonas, Roraima, Colômbia e Venezuela), a Copaifera guianensis (Guianas), Copaifera reticulata Ducke, Copaifera multijuga Hayne (Amazônia), Copaifera confertiflora (Piauí), Copaifera langsdorffii (Brasil, Argentina e Paraguai), Copaifera cariacea (Bahia) e Copaifera cearensis Huber ex Ducke (Ceará) (Wood et al., 1940; Mors & Rizzini, 1966).
No continente Africano, na região do Congo, Camarões, Guiné e Angola, são descritas cerca de 19 espécies de copaíba. Nessas regiões é comum a presença de citações de âmbares (óleo-resinas fossilizadas) provenientes de espécies de Copaifera. Há também uma espécie descrita na ilha de Bornéu na Malásia, chamada Copaífera palustris, a qual se assemelha muito às espécies africanas (Veiga Junior & Pinto, 2002).
O objetivo deste trabalho foi fazer uma revisão de literatura, apresentando esta árvore nativa de nosso território, apontando os diversos usos ao longo da história na medicina popular e silvícola a mais de 500 anos e o surgimento, ainda que modesto, de algumas pesquisas sobre as propriedades medicinais.
Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico do período de 1792 a 2008 utilizando bibliotecas da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal de Alfenas e Universidade José do Rosário Vellano, pesquisas às bases de dados SCOPUS e PubMed, além de ferramentas de busca na web. Utilizou-se para a busca palavras chave como "Copaiba", "Copaifera", "Copaíba oil" "Óleo de Copaíba".

HISTÓRICO
A origem do nome parece ter vindo do tupi "cupa-yba" que significa "árvore de depósito" (Veiga Junior & Pinto, 2002; Ramos, 2006) ou que tem jazida, referindo-se ao óleo que possui em seu interior (Veiga Junior & Pinto, 2002).
O óleo de copaíba e suas propriedades medicinais eram muito conhecidos pelos índios latino-americanos (Salvador, 1975; Cardim apud Cunha, 1998; Veiga Junior & Pinto, 2002) que os utilizavam para curar feridas de guerreiros após batalhas (Maciel et al., 2002) e para passar no coto umbilical de recém nascidos (Maciel et al., 2002; Francisco, 2005).