Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)
Sem Mim, nada podeis fazer. (Jo 15,5)
Santa Tereza de Ávila
sábado, 3 de janeiro de 2015
HALO LUNAR
O nome desse anel luminoso é halo lunar: um fenômeno óptico que acontece quando a luz da Lua passa por minúsculos cristais de gelo suspensos na atmosfera. O resultado é um anel de luz com área até 44 vezes maior que a do satélite terrestre em dias de lua cheia. O fenômeno se dá na troposfera, a cerca de 17 quilômetros de altitude, graças aos cristais de gelo que formam as nuvens do tipo cirrus. Quando a luz lunar passa por essa camada de nuvens, rola uma refração, ou seja, ela pode mudar de direção. É isso que forma o halo no céu - algo similar acontece quando mergulhamos um canudo num copo e a imagem acima e abaixo do líquido ficam desencontradas. Já o formato circular do halo é fruto da estrutura hexagonal dos cristais. O arco-íris é outro exemplo de espetáculo visual causado pela interação entre a luz que entra no planeta e elementos da atmosfera - a diferença, nesse caso, é que a fonte de luz é o Sol e o meio de refração são gotículas suspensas. Embora não seja tão colorido, o halo lunar costuma ser usado na meteorologia popular: há quem garanta que um anel em volta da Lua é sinal de chuva.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
FELIZ 2015!!!!
MAIS UM ANO SE PASSOU...
QUE TENHA PASSADO COM ELE TUDO QUE TROUXE A DOR, A DESESPERANÇA, DA DECEPÇÃO, AS ANGÚSTIAS, OS DESAMORES, OS DESENCONTROS, AS DESCRENÇAS, O ÓDIO E O RANCOR. QUE FIQUE EM 2014 TODO ÓDIO, DESRESPEITO E FALTA DE AMOR AO PRÓXIMO. QUE TENHA PASSADO COM ELE A NOSSA PREPOTÊNCIA, NOSSA FALTA DE GENTILEZA, NOSSA MANIA DE ACHAR QUE SOMOS MELHOR QUE TODOS, QUE ESTAMOS ACIMA DO BEM E DO MAL E QUE NOSSA IDEOLOGIA É A PERFEITA.
QUE VENHA 2015!!!!! COM PAZ, SAÚDE E HARMONIA.
COM MAIS AMOR AO PRÓXIMO, FRATERNIDADE, HONESTIDADE, JUSTIÇA E IGUALDADE! QUE SEJAMOS SAUDÁVEIS DE CORPO E DE MENTE. QUE POSSAMOS VIVER VERDADEIRAMENTE O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO.
E COMO DIZ A MÚSICA: ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO! QUE TUDO SE REALIZE NO ANO QUE VAI NASCER.
PAZ NO CORAÇÃO! SORRISO NOS LÁBIOS! SAÚDE PARA O CORPO E PARA A MENTE. CAMINHEMOS JUNTOS. DEIXEMOS AS MARCAS PARA TRÁS E VAMOS SONHAR COM TUDO DE BOM QUE POSSA ACONTECER. MUITAS BÊNÇÃOS! MUITAS REALIZAÇÕES.
QUE DEUS NOS ENCONTRE SEM MANCHAS E SEM CULPA, VIVENDO EM PAZ (2Pe 3.14)
VAMOS DAR GRAÇAS A DEUS EM TUDO!
Paz, saúde e bem!
FELIZ 2015!!!!!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
SÍMBOLOS NATALINOS - PRESÉPIO
PRESÉPIO
Presépio no teto da Igreja de Sano Antônio/Rio Bananal/ES- Pintor: Alberto Bogani
Presépio (em hebraico ebus e urvã; em latim praesepium) siginfica em hebraico "a manjedoroura dos animais", mas também o termo é usado frequentemente para indicar o próprio estábulo (lugar coberto onde se recolhe o gado). Segundo o evangelista Lucas, Jesus ao nascer foi reclinado em um presépio que provavelmente seria uma manjedoura das que existiam nas grutas naturais da Palestina (algo parecido com a foto abaixo e acima), utilizadas para recolher animais. Já São Jerônimo diz que o presépio de Jesus era feito de barro, aproveitando-se uma saliência da rocha e adaptando-a para tal finalidade.
Esta é, sem dúvida, a versão mais aceita sobre o presépio. Outras hipóteses admitidas posteriormente na antiga Roma não merecem boa acolhida. A presença de um boi e um jumento junto à manjedoura de Jesus não é mencionada em Lucas, devendo-se acreditar em uma interpretação errônea de traduções dos Evangelhos.
A partir de São Francisco de Assis os Presépios tornaram-se frequentes, apresentando Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, os pastores e também os Magos. Naturalmente, deve-se também levar em conta a inspiração e a imaginação dos artistas da época na diversidade das cenas do nascimento do Salvador. O certo é que a reconstituição da cena do nascimento de Jesus tem origem remota, pois São Francisco de Assis montou um Presépio com figuras esculpidas na noite de 24 para 25 de dezembro de 1223, na aldeia de Greccio.
Era uma manjedoura cheia de feno colocados perto dela uma boi e um jumento, Acima da manjedoura foi improvisado um altar e nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio Santo com a vestimenta de diácono cantou solenemente o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou comovente sermão sobre o nascimento do Menino Jesus. Um dos presentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança e de que São Francisco de Assis aproximou-se dela, acordando-a.
Estava, pois reconstituída ao vivo a histórica cena, então denominada Presépio. Assim, de maneira inédita, todos os presentes - religiosos, convidados e as pessoas humildes do povoado - festejaram com sentimento e alegria a festa de Natal do Salvador. Esta cena foi narrada em 1229 por Tommaso de Celano, biógrafo de São Francisco de Assis, na Vita Prima, da seguinte maneira:
"Corria o ano de 1223 e aproximava-se o Natal. Francisco, que não deixava dia e noite de meditar os inefáveis mistérios da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, resolveu celebrar de maneira nova e original a festa do nascimento de Cristo. Achando-se no eremitério de Fonte Colombo, disse a João Velita, amigo e admirador seu, membro da Ordem Terceira: "Senhor João, se quiser me ajudar, celebraremos este ano o Natal mais belo que jamais se viu!" E o amigo retrucou logo: "Certo que quero, meu Pai". Então Francisco completou: "Num dos bosques que cercam o eremitério de Greccio, há uma gruta semelhante à de Belém. Desejaria ali representar a cena de Natal. Tenho licença do Santo Padre para fazer esta evocação da Natividade de Cristo!" João decidido, apenas acrescentou: "Compreendi. Deixa tudo por minha conta, meu Pai".
Na noite de Natal os sinos do vale de Rieti, bimbalhavam festivamente e os habitantes, avisados da nova celebração, acorriam das aldeias, dos castelos, dos casarios mais distantes, pelos caminhos saibrosos, sob a cintilação das estrelas, pela noite gelada, mas límpida. Acorriam todos, levando oferendas como os pastores da Judéia, enquanto dos eremitérios de Fonte Colombro e de Poggio Bustone e de outros lugares vinham os frades em procissão com tochas acesas, entoando litanias (ladainhas), meio devotos, meio curiosos da grande novidade. As tochas iluminavam a noite que tinham iluminado todos os dias e os anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o Santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito... Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade. Anoite ficou iluminada como o dia, e estava deliciosa para os homens e para os animais... O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em uma alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava".
Passados mais de 30 anos a cena foi também descrita por São João Boa Ventura. Posteriormente, outros autores, ampliando a descrição, mencionam que eram esculpidas as figuras do Menino, da Virgem e de São José. O certo é que a descrição de Tommaso da Celano deu origem a inúmeras representações esculpidas na Itália e no sul da França, passando depois para outras regiões. Sabe-se que em Portugal existia um Presépio de século XVIII, vindo de Nápoles, difundiu-se por toda Espanha o hábito de manter o Presépio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira. Esse hábito fez renascer a tradição de São Francisco de Assis, dando origem a numerosos Presépios, desde os mais modestos até os mais suntuosos com centenas de figuras. De Portugal, o hábito veio para o Brasil. E, hoje, nas Igrejas e os lares cristãos de todo mundo são montados Presépios recordando o nascimento do Menino Jesus, com lindas imagens, de madeira ou barro, em tamanhos diversos. Assis, o Presépio, decorridos tantos séculos, continua sendo uma das mais preciosas tradições da festa do Natal nas Igrejas, Capelas e lares, reunindo pela fé cristã homens, mulheres e crianças.
VEJA ALGUNS
Seminário Dom Orione - Rio Bananal/ES
Andino
Árabe
Árabe
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Hungria
Brasileiros
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
APLAINAR OS CAMINHOS - por Vanderlei Soela
A vida é feita de altos e baixos. De vez
em quando, andamos por estradas tranquilas, onde as coisas fluem, dão certo, se
encaixam quase que perfeitamente. Tudo anda bem. De vez em quando também
experimentamos o outro lado: obstáculos grandes e pequenos, contratempos,
decepções, perdas, sofrimentos. Nem tudo anda tão bem e tranquilo como antes. Parece que tem horas em que os altos e
baixos são mais frequentes e não é fácil manter a inteireza, a paz interior e o
brilho no olhar. Somos submetidos a testes frequentes que sacodem as
convicções. Recordo-me que, nos tempos da infância e
adolescência, ao chegar ao final do ano, organizávamos uma pequena reforma da
casa. Era hora de arrumar as caixas, os armários, desfazer de algumas coisas,
pintar as paredes, etc. E, quando tudo estava arrumado, aí se fazia a árvore de
natal. Tudo era muito simbólico, pois era preciso preparar o ambiente, interno
e externo. A liturgia católica, como preparação
para o Natal, celebra o tempo do Advento. O advento é um momento especial quando
as pessoas se deixam (ou deveriam!) envolver por um espírito de confrontação
das experiências da vida com as propostas das mensagens bíblicas. Por exemplo,
fala-se em novos tempos, novas relações, novos modos de convivência, novas
atitudes. Uma lembrança sobre o sentido da vida e da existência. Tais mensagens
oferecem alguns bons e saudáveis filtros para checar a vida no seu emaranhado
complexo. Um dos convites extraordinários e que
nos colocam em estado de alerta é “preparai, aplainai os caminhos do Senhor”. A
vinda do Messias, o Salvador é tão significativa, que é preciso preparar sua
passagem, endireitar as estradas, aplainar os caminhos, organizar o ambiente.
Uma provocação para organizar a vida em suas diversas dimensões, que começa no
coração de cada ser humano e aparece em atitudes e gestos. Olhando ao nosso
redor, há muita coisa a preparar e a cuidar… Necessário se faz aplainar os caminhos
da nossa convivência. Tem sido cada vez mais desafiador o exercício do estar
juntos. O egoísmo tem prevalecido e deixado as relações mais complicadas. A
dimensão da alteridade (= levar o outro em conta, em consideração) se dilui em
meio a tantas demonstrações de desprezo, do jeitinho pervertido de levar
vantagem em todo e sobre todos, na insensibilidade no trato com o mundo do
outro, apenas para citar alguns. Com frequência vemos pessoas desrespeitando os
demais, para garantir sua parte, seu ganho, sua vantagem. Os exemplos são
muitos: gente estacionando nas vagas reservadas às pessoas com deficiência,
motoristas ultrapassando pelo acostamento ou na contramão, pessoas furando
fila, idosos sendo maltratados e desprezados, crianças violentadas, alunos
brigando dentro da sala de aula, pessoas matando por qualquer motivo… Aplainar
os caminhos significa levar o outro em conta, respeitar seu espaço, imaginar-se
em seu lugar, tornar leve seu peso, acolher o diferente. Urge aplainar os caminhos da política,
especialmente em nosso país, contaminada por interesses desviantes, pela
corrupção, inversão de valores e descaso. Enquanto isso, milhões de pessoas
pagam o preço da irresponsabilidade de homens e mulheres inescrupulosos,
sofrendo com falta de recursos na saúde, na segurança, na educação, que
garantiriam o bem-estar. Aplainar os caminhos é promover a justiça, punir o
erro, escolher melhor os representantes, assumir a responsabilidade pela polis (a cidade), onde a vida acontece,
acompanhando, se mobilizando por causas que valham a pena. É fundamental aplainar os caminhos do
cuidado com o planeta. Dia após dia surgem novos desafios para manter as
condições de vida no presente e viabilizá-la no futuro. O cuidado começa no
plano individual e se enraíza no coletivo. Aplainar o caminho é desenvolver um
espírito de reverência e respeito com todas as criaturas. Por fim, é imprescindível cuidar de si
mesmo. Ninguém dá aquilo que não tem. O mundo externo é reflexo do mundo que
desenvolvemos internamente. Só cuida bem dos demais quem nutre um cuidado de
si, a partir do conhecimento e reconhecimento de limites e dons, pecado e
graça, luzes e trevas próprios do ser humano. Toda mudança do entorno –
planeta, política, relações, religião – nasce primeiro dentro da alma. Como
dizia Rubem Alves, “ninguém planta jardins por fora se não possui jardins por
dentro”. Aplainar os caminhos, nesse caso, é
cultivar a inteireza, a espiritualidade que alimenta os sonhos e dá sentido à
vida, num permanente exercício de humildade. Neste tempo de Natal, de pequenas e
grandes esperanças renovadas, vale o esforço de abrir-se à comunhão consigo,
com os demais, com o universo e, nisso tudo, contemplar os sinais de Deus, que
se deixa encontrar na mistura de finito e infinito. Aplainar os caminhos,
portanto, é todo esforço de cultivo de leveza, ternura, simplicidade,
delicadeza no trato, profundidade nas experiências e de cuidado com tudo e com
todos. Ao aplainar os caminhos para a manifestação de Deus em nosso coração,
tornamos belo e agradável os caminhos que nós mesmos trilhamos…
Para refletir:
§
O que preciso “aplainar” na minha vida
atualmente? (algum mal-entendido, uma dívida, um agradecimento, um gesto de
perdão, um reconhecimento, etc.).
§ O que posso fazer para tornar a vida mais interessante para os que vivem comigo ou ao meu redor?
§ O que posso fazer para tornar a vida mais interessante para os que vivem comigo ou ao meu redor?
Vanderlei Soela
FONTE: www.essentia.org.br
domingo, 14 de dezembro de 2014
Noite Feliz - (Stille Nacht!)
Em meio a essas canções compostas e cantadas através dos séculos entre os povos cristãos, destacou-se Noite Feliz (em alemão Stille Nacht!), a qual merece ser conhecida mais profundamente em sua emocionante história. Ela é, sem dúvida, a mais popular e difundida canção de Natal.
Em 24 de dezembro de 1818, sozinho em seu escritório, o Padre Joseh Franz Mohr, (1792-1848), vigário cooperador da pequena paróquia de São Nicolau na aldeia de Oberndorf, na província austríaca de Salzburg, lia a Bíblia. O jovem vigário estava preparando seu sermão para a missa da meia-noite. Concentrava toda sua atenção nos textos bíblicos, repassando as páginas que continham a palavra de Deus. Já no Segundo Testamento, leu a história dos pastores aos quais um anjo disse: "Não vos amedronteis, porque vos trago uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo. Na cidade de Davi nasceu-vos hoje em Salvador, que é Cristo Senhor. Eis o sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e colocado em um presépio". Justamente nesse momento, alguém bateu à porta. Interrompido na sua leitura, o Padre Mohr levantou-se e abriu-a. Deparou-se com uma jovem camponesa envolta em um humilde e grosseiro xale. Reconhecendo-a, recebeu dela a seguinte saudação: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo", seguida do pedido ao padre para abençoar o nascimento de uma criança, filha de um lenhador. Padre Mohr, Cumprindo o dever cristão, vestiu seu casaco, luvas e sapatos de neve. E acompanhou a mulher pela floresta de pinheiros cobertos de neve, mas seu pensamento estava voltado para o sermão da meia-noite. finalmente, chegararm a uma choupana, baixa, mal iluminada e enfumaçada. Um homenzarrão recebeu-o e num rústico leito, a mãe dormia. Estendendo a mão, Padre Mohr abençoou a ambos. Regressando sozinho sentiu-se bastante comovido ao recordar aquela cena, pela semelhança com o nascimento de Jesus na manjedoura. Seu pensamento voava para o texto bíblico, parecendo ter à sua frente toda cena do milagre divino. Aqueles momentos ficaram profundamente gravados em seu coração, não conseguindo apagá-los. Parecia que fora testemunha viva e presente do nascimento de Jesus! Após realizar a Missa do Galo voltou para casa, mas não conseguiu dormir, a cena vivida horas antes tomava-o de emoção. Sentou-se frente á escrivaninha tentando rabiscar o que sentia e as palavras foram suavemente tomando a feição de versos...
Em 24 de dezembro de 1818, sozinho em seu escritório, o Padre Joseh Franz Mohr, (1792-1848), vigário cooperador da pequena paróquia de São Nicolau na aldeia de Oberndorf, na província austríaca de Salzburg, lia a Bíblia. O jovem vigário estava preparando seu sermão para a missa da meia-noite. Concentrava toda sua atenção nos textos bíblicos, repassando as páginas que continham a palavra de Deus. Já no Segundo Testamento, leu a história dos pastores aos quais um anjo disse: "Não vos amedronteis, porque vos trago uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo. Na cidade de Davi nasceu-vos hoje em Salvador, que é Cristo Senhor. Eis o sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e colocado em um presépio". Justamente nesse momento, alguém bateu à porta. Interrompido na sua leitura, o Padre Mohr levantou-se e abriu-a. Deparou-se com uma jovem camponesa envolta em um humilde e grosseiro xale. Reconhecendo-a, recebeu dela a seguinte saudação: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo", seguida do pedido ao padre para abençoar o nascimento de uma criança, filha de um lenhador. Padre Mohr, Cumprindo o dever cristão, vestiu seu casaco, luvas e sapatos de neve. E acompanhou a mulher pela floresta de pinheiros cobertos de neve, mas seu pensamento estava voltado para o sermão da meia-noite. finalmente, chegararm a uma choupana, baixa, mal iluminada e enfumaçada. Um homenzarrão recebeu-o e num rústico leito, a mãe dormia. Estendendo a mão, Padre Mohr abençoou a ambos. Regressando sozinho sentiu-se bastante comovido ao recordar aquela cena, pela semelhança com o nascimento de Jesus na manjedoura. Seu pensamento voava para o texto bíblico, parecendo ter à sua frente toda cena do milagre divino. Aqueles momentos ficaram profundamente gravados em seu coração, não conseguindo apagá-los. Parecia que fora testemunha viva e presente do nascimento de Jesus! Após realizar a Missa do Galo voltou para casa, mas não conseguiu dormir, a cena vivida horas antes tomava-o de emoção. Sentou-se frente á escrivaninha tentando rabiscar o que sentia e as palavras foram suavemente tomando a feição de versos...
Ao amanhecer o Padre Joseph Mohr viu que havia escrito um poema, "Noite Feliz!", que começava com as seguintes palavras em alemão" "Stille Nacht! Heilige Nacht!" (Noite Silenciosa! Noite Santa!").
E como nasceu a música desta letra?
Franz Xavier Gruber (1787-1863) também austríaco e católico romano, músico, organista e mestre-escola em Oberndorf, foi o compositor da maravilhosa melodia. Durante muitos anos a canção ficou circunscrita á família Gruber, cantada por Franz, Maria sua mulher, e filhos. Lentamente foi ela sendo divulgada, até chegar na corte da Prússia.
E graças ao inspetor do coro da Abadia de São Pedro (onde hoje se ergue a cidade de Salzburg), Ambrosius Prennsteiner, o compositor da melodia ficou conhecido. Por intermédio do filho de Gruber, Félix, de apenas nove anos, Prennsteiner soube casualmente que Gruber era o autor. Juntamente com Félix, foi até a casa dos Gruber e convidado para jantar entrou diretamente no assunto, dizendo que um mestre de concertos prussianos, Ludwig Erk, viera especialmente de Berlim até a Abadia de São Pedro para localizar o compositor dessa linda canção de Natal, "Noite Feliz".
-Ah! Respondeu Gruber, eu escrevi essa melodia há trinta e cinco anos, quando era professor nesta aldeia... A letra não é minha e sim do falecido Padre Joseph Mohr, que Deus o tenha em bom lugar. A propósito, o Padre também estudou em São Pedro. Gruber, mesmo com seus sessenta e seis anos, entusiasmado e ao som da guitarra, cantou por inteiro "Noite Feliz" ao fascinado Prennsteiner...
Rapidamente a canção espalhou-se por toda a Europa e atualmente "Noite Feliz" esta traduzida em mais de oitenta idiomas, sendo sem dúvida, o melhor presente que a Áustria deu ao mundo cristão! E o Padre Joseph Mohr faleceu sem saber do grande sucesso que a letra da canção de Natal que tem melodia de canção de ninar fez pelo mundo inteiro. Veja a letra em Português, na tradução literal, na sua letra original e em inglês:
NOITE FELIZ
(STILLE NACHT!)
Música: Franz Xavier Gruber Letra: Joseph Franz Mohr
Copista: Marlys Silva Lopes Gatto
NOITE FELIZ
Noite Feliz! Noite Feliz!
O Senhor Deus de amor,
Pobrezinho nasceu em Belém,
Eis na lapa Jesus nosso bem,
Dorme em Paz, oh Jesus!
Dorme em Paz, oh Jesus!
Noite Feliz! Noite Feliz!
Oh Jesus Deus da Luz,
Quão afável é teu coração,
Que quiseste nascer nosso irmão,
E a nós todos salvar,
E a nós todos salvar!
Noite feliz! Noite feliz!
Eis que no ar vêm cantar
Aos Pastores e os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus,
De Jesus Salvador,
De Jesus Salvador!

Noite Feliz! Noite Feliz!
Oh Jesus Deus da Luz,
Quão afável é teu coração,
Que quiseste nascer nosso irmão,
E a nós todos salvar,
E a nós todos salvar!
Noite feliz! Noite feliz!
Eis que no ar vêm cantar
Aos Pastores e os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus,
De Jesus Salvador,
De Jesus Salvador!

NOITE SILENCIOSA (TRADUÇÃO LITERAL)
Noite silenciosa, noite santa!
Tudo está calmo, tudo resplandece
Cercando a Virgem Maria e a Criança;
Santo Infante, tão meigo, tão suave,
Dorme em paz Divina,
Dorme em paz Divina.
Noite silenciosa, noite santa!
Pastores se assustam,
Com a celeste luz;
Anjos divinos cantam aleluia,
Cristo o Salvador nasceu,
Cristo o Salvador nasceu.
Noite Silenciosa, noite santa!
Filho de Deus, luz imaculada
Raios brilhantes de Sua face emanam,
Com alva e redentora graça,
Jesus Senhor nasceu
Jesus Senhor nasceu.
STILLE NACHT! (original)
Alles schläft, einsam wacht
Nur das traute hoch heilige Paar,
Holder Knabe mit, lokkigem Haar.
Schlaf in himmlischer Ruh,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Stille nacht, heilige Nacht!
Hirten erst kund gemacht
Durch der Engel Halleluja,
Tönt es laut von fern und von nah.
Christ der Retter ist da,
Christ der Retter ist da!
Stille Nacht, heilige Nacht!
Gottes Sohn, o wie lacht
Lieb' aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund.
Christ in deiner Geburt,
Christ in deiner Geburt!
SILENT NIGHT
Silent Night, holy night!
All is calm, all is bright
Round yon Virgin Mother and Child;
Holy Infant, so tender and mild.
Sleep in heavenly peace,
Sleep in heavenly peace!
Silent night, holy night!
Shepherds quake at the sight;
Glories stream form heaven afar,
Heavenly hosts sing alleluia.
Christ the Saviour is born,
Christ the Saviour is born!
Silent night, holy night!
Son of God, love's pure light
Radiant beams from thy holy face,
With the daw of redeeming grace,
Jesus, Lord at thy birth,
Jesus, Lord, at thy birth!
sábado, 13 de dezembro de 2014
Deixem as crianças imaginarem afinal, HOJE É DIA DE SANTA LUZIA
Hoje acordei com saudade do tempo de criança e da tradição de Santa Luzia. Na infância não conheci a história da Santa e seus olhos. Santa Luzia era uma boa senhora e associava a imagem de Nossa Senhora, que passava na noite de 12 para 13 de dezembro, montada em seu cavalinho e deixava doce nos pratos (que eram cheios com capim pra poder alimentar o cavalinho) colocados perto da árvore de natal. Hoje penso nas crianças que não vivem esta tradição, umas por causa da situação financeira, outras pela maldade de adultos sem imaginação que destroem este sonhos.
Como era mágico. Passávamos a noite em grande expectativa, e por vezes levantávamos pé a pé para ver se os doces já estavam no prato. Lá em casa nunca faltava. Meus pais eram pessoas simples mais nunca deixavam o "dia de Santa Luzia" passar sem doces. Era uma festa ao amanhecer. Lembro-me que corríamos todos com os pratos cheios de doces pra cima da cama de nossos pais, que alimentavam nossa imaginação ainda mais.
Hoje, fico triste por ver adultos que não permitem que as crianças tenham a oportunidade de passar por esta tradição. E na verdade acho que não tem a ver com dinheiro, porque meus pais não eram pessoas ricas, e hoje num mundo de tanto celular como não ter dinheiro pra comprar um punhado de balas. Existem relatos que tudo começou na Europa num lugar onde as pessoas contraíram doenças nos olhos e houve uma peregrinação para a Igreja de Santa Agnese e para convencer as crianças a irem e descalças os pais prometeram que a Santa passaria a noite e deixaria doces. Em Rio Bananal/ES as crianças também se preparam para este momento arrumam os pratinhos com carinho para receber os doces.
Realmente tudo tem a ver com os olhos de Santa Luzia. É preciso enxergar além do gesto de comprar doces é no que se pode trazer com ele. Gesto de amor, de cuidado, de trazer o bem. Deixem as crianças serem crianças. Depois passa e só fica a saudade boa desse tempo tão doce e tão mágico. E fica aqui a minha prece:
Ó Santa Luzia que preferistes deixar que os Vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé. Ó Santa Luzia cuja dor dos olhos vazados não foi maior que a de negar a Jesus. E Deus com milagre extraordinário Vos devolveu outros olhos sãos e perfeitos para recompensar Vossa virtude e Vossa fé. Protetora das doenças dos olhos, eu recorro a Vós... (Faça a sua intenção) Para que protegeis as minhas vistas e cureis as doenças dos meus olhos. Ó Santa Luzia conservai a luz dos meus olhos, para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças. Conservai também os olhos de minha alma, da fé, pelos quais eu posso ver meu Deus e aprender os seus ensinamentos para que eu possa aprender contigo e sempre recorrer a Vós. Santa Luzia, protegei os meus olhos e conservai a minha fé. Santa Luzia, dai-me luz e discernimento. Santa Luzia, rogai por nós. Amém.
BOM DIA E BOM PRINCÍPIO DE ANO NOVO!
De onde
vem a tradição das crianças saírem às ruas no dia de “ANO NOVO” pedindo doces?
Segundo conta a história, os antigos
povos celtas ( século V, DC) celebravam o Samhain,.
SAMHAIN marcava o término
do verão em 31 de outubro e início do verão no dia 1º de novembro.
Início de verão simbolizava também
início do ANO NOVO CÉLTICO., onde se faziam os festejos desde a véspera e no
início do ano crianças celtas saíam às ruas pedindo oferendas aos deuses e os
adultos pediam lenhas para as fogueiras.
Com o passar dos anos a festa ficou
conhecida como Halloween
O Halloween foi levado para os
Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual
seu país passava e passou ser conhecido como o "Dia das Bruxas", que
conservou a tradição de festejos no dia 31 de outubro.
Acredita-se que seja esta também a
explicação para essa tradição do 1º dia do ANO NOVO: uma variação do
Halloween.
Em muitas cidades na manhã do primeiro dia de ANO NOVO
as crianças logo bem cedinho andam pelas ruas da cidade batendo de porta em
porta.
Ao serem atendidos , dizem : BOM
DIA! FELIZ ANO NOVO!
A maioria dos moradores, como já
sabem do costume, esperam pelas crianças e já tem preparados desde a véspera
seus “pacotinhos” de doces para oferecer a elas.
Elas agradecem e saem felizes com
suas sacolinhas já bem “recheadas”, desejando ao dono da casa um “BOM
PRINCÍPIO DE ANO NOVO”
Eu especialmente, acho um bom presságio quando as crianças me visitam. Então vamos tratar bem nossas crianças. Não vamos ser rabugento e destratar as crianças, elas aceitam uma balinha que tiver e o fato de elas levantarem tão cedo e lhe trazer a possibilidade de um "bom dia e uma Feliz Ano Novo" é um bom motivo pra retribui-los. Não vamos deixar mais esta tradição morrer. Receba bem as crianças e deixe que sua criança também vá. Incentive.
Então: Bom Princípio de Ano Novo!
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